Tânia, em Outubro 14th, 2008 às 8:02 pmDiz:
 
Prezado professor, gostaria que o senhor mesmo nos desse algumas dicas que pudessem nos auxiliar.
 
 
Aqui vão algumas dicas, Tânia. Dicas, no entanto, não são regras que, se seguidas à risca, garantirão o sucesso de uma sessão. Mais importante que tudo é ter propriedade e entendimento do conto que irá compartilhar.
Laerte Vargas 
 
 
Ôba, hoje é dia de contação!!!
  • Evite tomar gelado um dia antes e no dia da sessão,
  • Não tome suco de laranja no dia, pois provoca muco,
  • Leve uma maçã pequena para a sessão e a saboreie minutos antes sem lavar a boca depois,
  • Chegue com antecedência no espaço e caminhe por ele explorando todas as suas possibilidades e dimensões,
  • Se perceber que o ar condicionado está muito intenso, inspire suavemente pelo nariz ( para aquecer o ar ) e expire pela boca,
  • Faça exercícios para soltar o pescoço e ombros;
  • Aqueça sua voz com mantras. Se estiver acompanhado(a), peça para o outro avaliar sua projeção de voz indo até o fundo do espaço, nem baixa, nem alta demais: convidativa.
  • Abra bem a boca fazendo a,e,i,o,u e u,o,i,e,a.
  • Verifique se atrás de você existem painéis muito coloridos que possam dispersar ou “roubar” a atenção. Circulação de pessoas atrás de você, contador, nem pensar !
  • Água na temperatura ambiente sempre perto de você: um dos pré-requisitos para uma voz colorida é uma boa molhada;
  • Use um banco desconfortável: as poltronas muito “confortáveis” acabarão deixando você dobrado e com o diafragma pressionado,
  • Use roupas com cores discretas: quem tem que marcar presença é a história!
  • Quando o público entrar, já esteja no palco esperando seus convidados: assim é que se comporta um bom anfitrião.
  • Convide os ouvintes a desligarem seus celulares e solicite que, caso haja necessidade de saírem, o façam entre uma história e outra.
  • Não faça sessões muito longas: quarenta e cinco minutos de sessão  envolvendo, no máximo, seis histórias é de bom tamanho.
  • Lembre-se sempre que uma sessão deve envolver contos com características bem diferentes um do outro; salvo se for uma sessão temática. Mesmo assim, procure entremear histórias viscerais e densas com outras leves e divertidas,
  • Eu, particularmente, opto por programar os contos mais longos para a primeira metade da sessão,
  • Contos de encantamento precedidos por lendas podem remeter demais à introspecção. Procure pontuar um e outro com facécias, contos de exemplo e de animais,
  • Olhe a platéia convidando. Se identificar aqui e ali um ouvinte mais desatento, conte um tempo para ele; mas com o cuidado de não torná-lo o que, às vezes, os irrequietos querem: ser o alvo das atenções.
  • Perguntas devem ser respondidas no limite exato. Não deixe que as intervenções comprometam sua sessão.
  • Não infantilize seus ouvintes impregnando a contação de diminutivos;
  • Seja feliz: este momento é uma celebração. Não sofra.
      Valeu?

Entrou por um perna de pato, saiu por uma perna de pinto, quem quiser que conte cinco!

Só é autorizada a reprodução do artigo acima mediante referência à sua autoria e link para o Blog do Gandavo.

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Dicas para Contadores

Autor: Laerte Vargas

Disponível em: http://laertevargas.wordpress.com

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  1. Excelentes dicas!!!
    Conto histórias há 55 anos, pois desde pequena contava para meus irmãos. Depois vieram sobrinhos, filhos e netos, sem falar nos alunos.
    Com toda essa experiência aprendi muito nesse blog, parabéns!
    Obrigada,
    Celi

  2. Professor Laerte, fiz uma oficina com o senhor em Vitória da Conquista. Gostei muito das entrevistas e das dicas que o senhor publicou aqui.

  3. Pergunto: o que fazer quando o espaço da leitura é uma biblioteca comunitária, pequena, onde as crianças já estão lá dentro, ou chegam junto comigo e abrimos juntas as portas da bilbioteca? O que fazer quando as crianças tem dificuldades com a disciplina e não conseguem ficar paradas durante muito tempo? O que fazer quando a gente conta as histórias sempre para o mesmo grupo de crianças que, as vezes, quer que a gente repita a mesma história vários dias seguidos? É complicado mesclar a contação de histórias com atividades lúdicas e pedagógicas? Desculpe tantas questões, mas descobri este blog e ele pode ser importante para mim e para meus meninos.

  4. Olá, Fabiana.

    No caso de você chegar e já encontrar as crianças esperando por você, uma sugestão é criar uma caixa ou baú onde você possa separar, ao final de cada encontro, os elementos e os livros que for trabalhar no dia seguinte. Se vocês chegarem juntos, melhor ainda: ao final de cada dia, vocês poderão preparar esta ambiência em conjunto.

    O que fazer quando as crianças têm dificuldades em relação à disciplina e não conseguem ficar paradas durante muito tempo?

    É fundamental saber dar limites e ter alguns acordos prévios com as crianças. Converse com o grupo e estabeleça algumas regras de boa convivência. Vocês, juntos, podem escolher a “punição” para aqueles que as infringirem. Dê a eles algumas “funções” dentro da biblioteca, como colocar as cadeiras e livros no lugar, redecorar a sala ou mudar a disposição das mesas.

    Dar aos mais inquietos a possibilidade de escolher as histórias que serão lidas ou contadas no próximo encontro pode ser um bom recurso para melhorar a auto-estima desses participantes.

    E não estenda demais as sessões: o bolo pode “desandar”.

    O que fazer quando a gente conta as histórias sempre para o mesmo grupo de crianças, que, às vezes, quer que a gente repita a mesma história vários dias seguidos?

    Repetir, repetir, repetir. Procure perceber qual o conteúdo dessas histórias. Ele trará muitas respostas para os seus questionamentos quanto a esse grupo.

    É complicado mesclar a contação de histórias com atividades lúdicas e pedagógicas?

    Existem atividades que saltam das histórias, como trava-línguas, adivinhas, brincadeiras com nomes próprios e tantas outras que cutucam a gente gritando: “Estou aqui!”

    Quando isso não acontecer, conte, conte e reconte. Leia a entrevista com a Cristiane Mandanelo no Entrevistas da Quinzena.

    Desculpe tantas questões, mas descobri este blog e ele pode ser importante para mim e para meus meninos.

    Eu as adorei. Obrigado.

  5. Obrigada, professor Laerte. Suas dicas foram muito úteis. Faz um ano que trabalho, duas vezes por semana, em uma pequena biblioteca em um dos bairros mais violentos do Recife.

    No começo, as crianças, sempre o mesmo grupo, ficavam vidradas acompanhando as histórias – mesmo as mais danadas. Encontrei uma forma de lidar com a indisciplina: a cada encontro, quem se comportasse recebia uma estrelinha. A cada sete estrelas, a criança receberia um presente: um livro.

    Mas o tempo foi passando e a rotina foi cansando as crianças. Então, elas deixaram de prestar atenção nas histórias e ficou difícil de trabalhar. Então tentei aplicar o que você me indicou aí acima. E teve uma coisa que deu certo em especial.

    Hoje, terça-feira, 18 de novembro, cheguei com uma história na mente pronta pra ser contada. E mil outros planejamentos. Quando percebi que ninguém me ouvia, lembrei que eles gostavam de histórias de assombração. E comecei a contar. E todos calaram. Contei uma, duas, e depois pude finalmente contar aquilo que eu me propunha de início. Certamente não com a mesma destreza com que a história seria contada em outro contexto. Mas, valeu! Talvez eu tenha descoberto a fórmula. Graças a você.

    A regra é perceber o que dizem as histórias que eles pedem pra repetir. (E não por acaso crianças que vivem em um ambiente de agressividade e violência buscam as histórias de assombração como forma de lidar com o medo). Um grande abraço e, mais uma vez, obrigada.

  6. Olá, professor.
    Sou a Leila de Curitiba. Soube que você vai dar uma oficina no simpósio de contadores de histórias e gostaria de saber mais informações.
    Abraços,

  7. Boa tarde, Prof. Laerte,

    Sou professora da rede estadual há vinte e quatro anos e orientadora profissional. Criei uma sala de leitura na escola onde leciono e também criei o projeto “Hora do Conto”. As crianças adoram o espaço e o momento do conto. O espaço que me foi destinado não é lá muito adequado para desenvolver este tipo de atividade; mas enfim estamos remediando. O que mais dificulta o trabalho é a falta de envolvimento por parte dos demais professores. O projeto teria muito a ser valorizado se houvesse mais reconhecimento por parte da equipe escolar e menos rivalidade. Esses são os enfrentamentos encontrados em nossa área, que além de não haver um reconhecimento salarial adequado ainda temos que nos defrontar com tais dificuldades com os próprios colegas. Quanta medíocridade!

    Abraços!

    Susy Lopes


    Prezada Susy,
    Infelizmente os percalços que você está vivenciando são comuns. Tenho na minha lembrança o depoimento de uma professora que herdou o espaço mais ingrato na escola para instalar sua sala de leitura (atrás da quadra, num recanto cheio de umidade e mofo). Mas ela não se deu por achada: durante um feriado foi à escola com uma lata de tinta, pintou as solas dos sapatos e fez pegadas que começavam no portão principal, davam a volta na quadra e culminavam num baú dentro da sala de leitura cheio de livros prontinhos para serem devorados. Só na primeira semana o movimento da sala cresceu em 40%.
    Maravilhosa inspiração, não é? Como se fosse a indicação da trilha pro tesouro encantado!
    Conto isso porque parte do movimento de implantar uma sala de leitura requer dedicação, inspiração, mais trabalho e muitas (muitas) vezes esbarramos com a inércia dominante e a dificuldade em conseguirmos parceiros para nossos projetos.
    “Afinal, ganhamos tão mal e ainda vamos inventar mais trabalho?’’
    Pelo visto, esses professores encantados ainda não foram seduzidos pela arte de contar e ouvir histórias. Talvez uma forma seja contar, contar, contar para eles sem vê-los como rivais e, sim, como ouvintes que precisam de muitos contos de fada para acordar dos seus encantamentos.
    E nada de rótulos, viu? Eles podem acabar paralisando a gente!!!
    Abraços,

    Laerte Vargas

  8. Laerte, foi maravilhosa sua oficina no simpósio de contadores de histórias. Só posso dizer que somei muitos pontos ao meu conhecimento. Obrigada.

  9. Olá Laerte

    Parabéns pela sua oficina no
    simpósio de contadores de
    histórias. Gostaria que você
    me enviasse os assuntos dos
    módulos 1 e 2 do seu curso e
    o custo. Aguardo
    Obrigada

  10. Sou iniciante na arte de contar histórias e o pessoal tem gostado muito. Gostaria de receber material e sugestões de historia infantis ( de 3 a 6 anos) para atingir ao público infantil da escola onde trabalho. Se possível, desde já agradeço.
    Tupaciguara-MG

  11. Olá, Sildete.
    Acho as fábulas bem apropriadas para essa faixa etária pelo universo, pela sonoridade e pela brevidade que elas trazem como características. Também histórias como O Soldadinho de Chumbo e A Galinha Ruiva fazem sucesso com esse público, pois trabalham com elementos bem próximos à criança: brinquedos, comidas… e por aí vai!

  12. Olá Querido e Amado Prof. Laerte,
    Antes de mais nada, você é sucesso ainda comentado até hoje por aqui em Muqui/ES.
    Suas dicas são como pedrinhas brilhantes, que podemos usar em uma trilha, para não se perder no caminho.
    Sei que não vou te perder nunca.
    com amor
    Claudia

  13. Obrigado pelo carinho de sempre, Ruivita.
    Não vamos nos perder nunca. Não deixei miolo de pão pelo caminho, fui deixando pedaços de histórias pra você ficar fissurada em acompanhar.
    Beijos.

  14. Professor Laerte,
    perdoe-me por te pedir ajuda mais uma vez. É que , as vezes, bate um desânimo, e não sei a quem recorrer. Faz um ano que trabalho com crianças na Biblioteca Popular do Coque, na periferia mais violenta da cidade do Recife. No começo, era fácil fazer as crianças escutarem as histórias. Elas ficavam vidradas… era muito bom. Agora, tem sido mais difícil. Acho que a rotina as cansou, e não sei o que fazer… Um abraço. Fabiana.

  15. Olá, Fabiana.
    Os seus questionamentos sempre são úteis para todos que acessam o Blog.
    Se você mesma intui que pode estar acontecendo um esvaziamento, é hora de buscar outras possibilidades: livros com imagens, deixar que eles contem um pouco, convidar alguma avó que seja uma boa contadora de causos ou simplesmente colocar os livros à mostra e o banquete servido.
    Talvez você mesma esteja precisando respirar um pouco e não ter como obrigação trabalhar histórias novas o tempo todo.
    Além disso, o fim de ano chegando pode ser um bom gancho para uma tarefa em conjunto como a construção de uma árvore de Natal de livros, confecção de cartões para os pais e outras atividades que trarão um novo fôlego à contação.
    Abraços calorosos,

  16. Professor querido,
    Quase quatro anos se passaram desde a sua inesquecível oficina aqui em Madureira e o eco de suas palarsas ainda ecoa no nosso grupo de orientadoras pedagógicas. Muito bom saber que você continua coerente ao que pensa e não se corrompeu nessa loucura desenfreada que se tornou a contação de histórias.
    Beijos,

  17. Prezado Laerte Vargas,
    Vou estar em março durante quinze dias no Rio. Uma amiga aqui de Campinas disse que você tem um módulo individual do curso para contadores de histórias. Gostaria de fazê-lo.

  18. Escrevi um livro “Sombras e Assombrações” que tratam de contos neste gênero. Sou professora e meus alunos (2º ano do E.F) adoram as histórias. Porém, casos isolados de crianças que se manifestam medrosas, inclusive com manifestações de pais, acontecem eventualmente. Já preparei leituras alternativas em outro ambiente para estas crianças enquanto leio para os alunos que gostam. Esta atitude está sendo correta? O que fazer em casos assim?

  19. Mensagem transcrita do Fórum Contadores de Histórias
    Prezada Marina,
    Acho que a escolha dos alunos por não ouvirem os contos de assombro deve implicar em uma perda.
    Até certo ponto acho boa sua opção, mas fico com a pulga atrás da orelha quanto a essa concessão. Essa idéia de criar guetos e desagregar a turma me assusta. Também é preciso cuidado com essa permissividade quanto à interferência dos pais no seu trabalho.
    Em uma cidade do MT, uma professora me relatou que na escola em que ela lecionava era proibido contar Monteiro Lobato por conta de figuras, tais como: Saci Pererê, Cuca, Mula sem Cabeça e por aí vai…
    Por outro lado, a faixa etária que vai dos 6 aos 8 anos de idade ainda está sendo preparada para as narrativas mais sofisticadas e mais extensas. Procure inserir lentamente figuras, pequenas narrativas (Era meia noite. Na porta do cemitério, uma velha com uma faca na mão… Passava manteiga no pão!) ou brinquedos que suscitem, de alguma forma, esse sentimento. É preciso criar proximidade com esse universo.
    A reação dos pais reafirma minha teoria de que “crianças inseguras são assombradas por pais igualmente temerosos” ou preconceituosos no que tange ao mundo mágico, com seres fantásticos e/ou fantasmagóricos. Hoje em dia temos mais uma rival no nosso trabalho: a diversidade religiosa.
    Pense nisso e acredite no seu trabalho.
    Abraços calorosos,
    Laerte Vargas

  20. oi laerte gostaria que vc mandasse alguma coisa do trabalho que vc faz para mim, estou fazendo tcc na faculdade de contador de historia

  21. Oi, Josiane.
    A melhor forma para saber sobre o meu trabalho é acessar alguns dos meus links que estão no menu à direita na entrada do Blog do Gandavo.
    Se você quiser respostas para questões específicas, passe um e-mail pra mim.
    Abraços,

  22. Olá, Laerte,

    Gostaria de saber informações sobre o curso para contador de histórias. Quando será a próxima turma, horário e custo.

    Um abraço,
    Tereza Machado

  23. Olá!
    estou encantada com este espaço. Fui sua aluna na EAB, e achei seu blog indicado num site. Fiquei feliz da vida! Um reencontro… rs
    lendo estes relatos das educadoras e contadoras do Brasil, lembrei de uma amiga guerreira que montou biblioteca no banheiro de uma escola municipal no Rio… quer molho?

    Pra mim o local é o que menos importa, o que vale é o amor pelo que se faz!

    Beijos, Roberta

  24. Nome: ‘VERA LUCIA’
    E-mail: ‘htvera@hotmail.com’
    Assunto: UM ESTUDO DAS NARRATIVAS ORAIS NO ASSENTAMENTO
    IP: 189.3.182.207
    Mensagem:

    Toda vida goste dos causos que era contado na minha comunidade e minha professora pediu um trabalho sobre contos, li vários contos p/ faze, mim apaixonei pelos os contos e causos.
    Eu faço parte de um assentamento de movimentos sociais e estou fazendo a minha monografia sobre contos e causos (um estudo das narrativas orais no assentamento) com o objetivo o resgate dos contos e causos na minha comunidade contados pelos os avos e pais, tios etc.
    Estou sem noção de como faze a monografia, porque não tenho acesso a livros sobre contos.
    Por favor, mim da uma idéia.
    Obrigado
    Um abraço
    Vera Lucia

    Olá, Vera.
    O tema do seu trabalho diz respeito primordialmente à literatura oral, não é?
    Talvez um bom fio condutor seja o registro das histórias contadas pelos indivíduos mais idosos de sua comunidade e identificação dos temas que elas tratam.
    Isso, sem dúvida, trará um belo acervo para o desenvolvimento de sua pesquisa.
    Abraços,
    Laerte Vargas

  25. Olá, Laerte!
    Que bom que lembras de mim!
    Não estou mais na NAU, mas meu coração continua lá. Já dei aula em muitos lugares, e agora dou de artes e inglês pra educação infantil. Outra boa notícia, é que nessas voltas da vida fui orientanda da Nanci Nóbrega!

    volto sempre aqui, e indico!

    Saudades de suas contações!

    beijos de Roberta Abranches

  26. Eu gostei muito das dicas e realmente elas me foram muito úteis para o meu aprendizado pois eu faço parte do “projeto contando história” aqui de São Bernardo docampo e conto história a cinco meses em uma escola de primeira a quarta série e com estas dicas eu posso ver a minha melhora!!!!

  27. Sou professora a 21 anos de ensino fundamental, tive experiência em educação infantil , desse período todo atuei durante 10 anos a frente de um espaço educacional chamado Centro de Multimeios, que compreende todo e qualquer espaço/recurso disponível para auxiliar o professor no desempenho laboral do seu dia-a-dia. Em sala de aula optei pela metodologia das “historinhas pedagógicas” sempre que introduzia algum assunto novo ou me via diante de algum conflito, ou seja, busquei na arte de contar histórias o caminho para edentrar no âmago dos meus alunos e até mesmo de meus colegas, recebi recentemente um convite para atuar como facitlitadora em uma formação de professores do Centro de Multimeios e o tema em foco é a contação de histórias, me encantei pelo projeto, estou estudando tudo vocẽ posta, dando a referência de seu trabalho. Amei suas dicas e repassei através da dinãmica “leitura de chão”; foi um sucesso! Terei um encontro com minhas contadoras em agosto e gostaria se possível que você me enviasse mais sugestões práticas nesta arte. Além de ser professora, estou cursando Direito e até nessa área busco o contar para explicitar e/ ou esclarecer fatos. Pode!!! Abração,
    Gleiva Nunes Montenegro
    gleivanunes@gmail.com

  28. Olá, Gleiva.
    Acho que as dicas foram valiosas por terem sido produzidas de uma forma natural.
    Tenho medo de não conseguir o mesmo resultado ao tentar que elas se tornem práticas.
    Abraços,

  29. Estimado prof. Laerte,
    Gostei das dicas. Tenho um pequeno projeto de incentivo à leitura e estou começando a formar grupos de contação de histórias em clínicas de oncologia.
    O senhor teria alguma indicação de cursos para contação de histórias na região de Campinas.
    Agradeço,
    Maria Vilela

  30. Olá, sei que não se lembrará de mim, mas assisti um curso de contação de histórias com você e fiquei mais apaixonada ainda por histórias. Gostaria de receber a história da Zabelinha pois fiquei apaixonada por ela. Beijos e mais sucesso ainda na contação de histórias.

  31. Prezada Luciana,
    Obrigado pelo carinho e gostaria que você tivesse mencionado o lugar. Mesmo com tantas andanças, a gente nunca se esquece das cidades e grupos. No momento estou fora do Rio. Vou tentar me lembrar de enviar a Zabelinha. Se eu me esquecer, volte a me cobrar, viu?!

  32. Olá Prof. Laerte
    Adorei suas dicas,sou contadora de histórias ha mais de 20 anos como voluntária,agora coordeno oficinas para professores,estou sempre aprendendo com voce e com elas,obrigada por tudo.

  33. Prezada Ivani,
    Todos nós temos que estar aprendendo o tempo todo, isso é fundamental pra nossa arte não estagnar.
    E, claro, manter o coração aquecido.
    Abraços,

  34. Boa Tarde, Professor
    Estou tendo dificuldades com meu filho de 3 anos, ele tem batido com frequencia nos coleguinhas de sala, jé esta sendo excluido por eles por ser agressivo. Algumas atitudes foram tomadas com muito carinho, conversas e uma postura firme por minha parte e do pai com a ajuda dos professores, ele gosta muito de historinhas, fiz algumas pesquisas de livros na internet mas nao encontrei nada. Gostaria de algumas sugestoes de livrinhos para ajudar meu filho neste momento que falem sobre este tema.
    Agradeco desde já sua colaboracao.

  35. Muito bacana esse caminho que você está buscando, Mariana. O dos contos. Uma boa história, muitas vezes, vale mais que um papo cabeça.
    Primeiro é preciso entender o que seu filho está tentando sinalizar com essa agressividade, pois alguma mensagem velada existe nessas atitudes: necessidade de auto afirmação, talvez repetição de algum modelo que veja em desenhos ou à sua volta (às vezes, até com primos), vontade de chamar atenção sobre si… Enfim, existe um recado que precisa ser “lido”, pois senão todas as outras estratégias serão nulas.
    Que bom que ele goste de histórias, não é?! Você tem tido tempo para contá-las para ele? Aquele tempo gostoso antes de dormir que traz segurança para a criança e faz com que ela se sinta aconchegada?
    Não podemos deixar que o nosso dia-a-dia nos sufoque de tal forma que não sobre tempo nenhum para dedicarmos atenção aos nossos filhotes, não é mesmo?!
    Quanto às histórias para essa faixa etária… Aí é que tropeçamos em alguma dificuldade: Você deverá buscar histórias com enredo bem simples, pois é uma fase em que a criança ainda não tem muito poder de abstração.
    Melhor seria trabalhar mais com as parlendas: mindinho, seu vizinho, pai de todos, fura bolo, mata-piolho e histórias com trama bem linear envolvendo objetos do cotidiano do seu filho.
    Talvez aqui e ali falar de um menino truculento que quebra os brinquedos, os brinquedos ficam tristes, mas não dar muita ênfase à questão da agressividade para não parecer que o universo dos contos gira só em torno disso e não fazer crescer demais uma questão que logo logo se resolverá e nunca dar um tom maniqueísta às histórias.
    Se for improvisar os contos, preste bastante atenção nas estruturas, pois se seu filho pedir pra repetir é porque você acertou na fórmula e ele está querendo mais uma dose do remédio. Aí é contar mais uma, duas, três, quatro, quantas vezes for preciso…
    Boa sorte.

  36. Oi,tudo bem?Espero que sim!Sabem sou voluntaria em minha amada cidade em uma instituiçao que atendem 200 crianças por dia.Sonho com uma sociedade melhor para daqui alguns anos mas meus conhecimentos sao poucos portanto peço-lhes ajuda paea dar continuidade em meu trabalho nao tenho recursos para pagar cursos mas tenho muita força de vontade.Espero um contato de voces para me enxerem de espernça para que eu possa continuar com minha jornada de contaçao de historias .Ate breve beijos Sah

  37. Querida Sabrina,
    As dicas à distância servem apenas como um fio condutor para quem já está trilhando um caminho e pode, com as informações enxutas que disponibilizo aqui, somar à sua prática mais conhecimento e recursos.
    A arte de contar histórias não permite um curso à distância, ela é uma linguagem que requer proximidade e não envolve um conjunto de regras que garantam o sucesso da atividade. Desconfie que quem oferecer esse “produto”, pois é isso que terá se tornado um curso que visa a ensinar a contar histórias à distância. Uma coisa é prestar uma assessoria a quem já está cumprindo uma trajetória, outra é “vender” um curso de contar histórias. A arte de contar histórias virou um filão que todo mundo quer fazer, vender, trocar, transformar em ONG… Aconselho a você a se aproximar de grupos na sua cidade. Qual é? Me fale! Talvez eu possa sinalizar núcleos de contadores de histórias… E, dentro do possível, voltar aos estudos para aprimorar seus conhecimentos e sempre poder manter acesa essa chama linda que faz você brilhar quando fala em contar e ouvir histórias. São Cascudo vai te abençoar e te guiar na sua trajetória, tenho certeza.

  38. Dicas maravilhosas, muito boas.
    E, apesar de todo o conteúdo técnico, é preciso contar histórias que nós também gostamos, o nosso sentimento tb transparece nelas. Coração e emoção, a essência das nossas histórias.
    Abraço e valeu pela contribuição Laerte, vc como sempre é muito generoso.

  39. Olá, Fernanda.
    Sou um dos mais fiéis defensores das histórias contadas via coração.
    No entanto, todos contadores de histórias profissionais precisam de recursos que preservem suas ferramentas de trabalho.
    Aliás, já tinha falado disso no post logo abaixo.
    Espero que as minhas dicas não estejam dando a sensação de um texto puramente técnico. Talvez tenham dado a você pelo momento da sua trajetória.
    Mais à frente, tendo somado mais experiência, você verá do que eu estou falando.
    Abraços calorosos,

  40. Olá Prof. Laerte!
    Trabalho como médica em algumas comunidades carentes de Recife, e o abandono e ausencia de recursos para suprir as necessidades primárias das crianças e adolescentes me incomodam bastante.Tentando ajudá-las, pensei em fazer num rudimento de biblióteca de uma associação de moradores, um momento quinzenal para contação de estórias, visto que quando criança ficava encantada ao ouvir adultos contá-las. Como não tenho experiencia nesse campo decidi pesquisar na internet e para minha agradável surpresa encontrei muitos questionamentos e suas orientações generosas, com propriedade e precisão. Descobri ainda uma outra médica (Fabiana) daqui do Recife que já vem desenvolvendo um trabalho semelhante e que já recebeu orientações suas. Estou pensando em entrar em contato com a colega Fabiana para buscar ajuda nesse começo, mas gostaria,se possível, de sua orientação, pois predendo trabalhar com crianças de cinco a dose anos, idades e problemas bem diferentes. Um imenso desafio. Não sei se isso será possivel. Parabens pelo seu blog e trabalho e muito grata desde já. Carla Costa.

  41. Olá Prof. Laerte!
    Meu nome é Janaína e estou cursando o ultimo ano de pedagogia.
    Amo o que faço, trabalho em uma escola com crianças de 2 a 10 anos.
    Me descobri uma boa narradora de histórias nos nossos seminários da faculdade, mas depois de uma apresentação que fizemos minha professora de literatura infantil me disse para me ver como uma excelete contadora de histórias e que eu me aperfeiçoasse nisso, hoje conto histórias toda sexta feira aos alunos de 2 a 6 anos no meu trabalho, sempre escolho o personagem principal da história e me caracterizo como tal, tem sido um sucesso extremamente prazeroso, principalmente porque os maiores ( até 10 anos) ficam encantados ao me verem pelos corredores do colégio caracterizada.
    Adorei seu blog e credito que tenha sido um achado essas dias, principalmente no que diz respeito a roupa, estou querendo uma roupa para qnd não quiser me vestir do personagem e já ia errar na confecção pois imaginei algo muito colorido e aqui aprendi que meu carro chefe é minha voz e meu dom de contar histórias pois elas é quem devem brilhar.
    Obrigada e parabéns pelo blog.

  42. Janaína,
    A força do seu relato, o calor que você coloca nas palavras quando fala da arte de contar histórias já sinalizam que o bichinho te pegou.
    Que bom que você esteja atenta aos meus pontos de vista, pois eu acredito que nós, narradores, temos hoje em dia desafios bem expressivos frente a toda a tecnologia que está disponível para nossas crianças e adolescentes, principalmente.
    Temos games que mostram personagens que se metamorfoseiam num piscar de olhos, cenários que se sobrepõem num clique do teclado… Enfim, um caudal infindável de recursos que são insuperáveis.
    Isso acaba gerando uma preguiça “imaginativa” que faz com que a criança queira tudo muito pronto e no nível das grandes produções.
    Contar histórias é fazer sonhar o inimaginável, é ter dentro de uma roda vinte princesas imaginadas de um jeito próprio pela imaginação das vinte crianças participantes da sessão de histórias, todas com uma cara e uma identidade impregnada do universo único daquele indivíduo. Dou muita ênfase à simplicidade e ausência de aparatos cênicos para que esse exercício da imaginação volte a acontecer e o contador se sinta exigido a suprir esses elementos com seus recursos corporais e vocais.
    A “espetacularização” da contação de histórias é um grande equívoco que distancia a arte de contar histórias da sala de aula.
    Outro desafio é o contato. O olho no olho que anda tão escamoteado hoje em dia. Quando vestimos um personagem, deixamos um pouco de sermos nós próprios e perdemos a possibilidade do resgate da figura do contador de histórias dos tempos idos que não usava nenhum outro recurso que não seu repertório oral.
    Quanto à vestimenta, é isso mesmo: quem tem que brilhar é a história, uma camisa com mangas amplas para te dar liberdade de movimentos, uma calça com iguais características e São Cascudo na cabeça.
    Abraços calorosos e obrigado pelas palavras carinhosas,

  43. Prezada Carla,
    Estou disponível para o que vocês precisarem.
    Já tive uma experiência em implantação de sala de leitura em enfermaria pediátrica e talvez possamos trocar figurinhas.
    Abraços calorosos e muita Luz no trabalho de vocês!

  44. Preciso contar para alunos da 4 série uma historinha da cuca do Sitio do pica-pau amarelo você pode me enviar por e-mail urgente.

    grata

  45. Oooops…
    Desculpe, Rejane.
    A intenção do blog é outra.
    A minha intenção é nortear o caminho daqueles que estão encontrando outro nível de dificuldade.
    Boa sorte,

  46. Professor Laerte, que maravilha suas dicas. Sou professora e gosto muito de leitura. Procuro incentivar nossos alunos a utilizarem a Biblioteca da escola e até adaptei uma sala para “Contação de Histórias e Teatro com fantoches.” Eles gostam de frequentar a sala é uma sala arrumada,tem bastante livros, estantes,cortinas,almofadas.enfim , é aconchegante.
    Ainda escrevo cordel para eles.

    Auristela..

  47. oi professor, boa tarde.

    Descobri o seu site e adorei suas dicas. Sou professora contadora de histórias e coordeno um grupo de contadores.
    Parabéns pelo seu trabalho.
    Abraços
    Sandra maria

  48. Estou pensando em começar a ir uma vez por semana em uma ong, Casa de Passagem, onde crianças abandonadas de 0 a 12 anos, “moram” até serem adotadas, para contar histórias. Mas aqui no interior não temos cursos disponíveis. Posso fazer esse trabalho com eficiência sem uma formação mais específica? E as histórias longas como Branca de Neve, podem ser começadas em um dia e terminadas em outro? Abçs, Regina Pacis.

  49. Claro que você pode contar histórias, Regina! Precisamos mais de pessoas que se lancem do que elucubradores de plantão.
    Só cuide para encontrar boas traduções, pois as que andam por aí… Ai, ai, ai, ai, ai!
    Depois, quando surgir uma oportunidade, faça uma oficina ou se aproxime de algum grupo que esteja estudando ou pesquisando a arte de contar histórias.
    A única questão que realmente se mostra é essa faixa etária tão eclética, né?!
    Na minha opinião, vai ser preciso dividir esse grupo e trabalhar com faixas etárias diferentes. De 08 a 12, mande brasa nos contos mais longos com início, meio e fim (inteiros, não é novela). De 06 a 08, pode começar com as as fábulas de Esopo e as histórias com narrativas mais lineares (sem, no entanto, exagerar no tempo muito curto dessas histórias), contos acumulativos e, com a faixa etária mais abaixo, as parlendas,cirandas, acalantos, pois elas já apresentam um eixo narrativo e são uma preparação para esses pequenos heróis para a jornada que se mostrará logo logo.
    E, atenção, nada de overdose de histórias, viu?! É melhor ficar um gostinho de quero mais do que saturar!!!
    Muita Luz no seu trabalho!

  50. amei as dicas, faz pouco tempo que estou trabalhando como contadora e tenho alguns probleminhas com professores que tem que ficar na classe comigo… na verdade, não me sinto a vontade com as crianças quando eles estão perto…oque posso fazer?

  51. Pois é, Karyne. Você mesma diz: os professores que têm que ficar na classe.
    É uma regra da coordenação? Ela é flexível? Eles têm que aprovar o repertório que você vai contar?
    Tudo depende de como você irá negociar isso com a instituição, mas a simples presença deles não pode intimidar e/ou interferir no seu trabalho.
    Se eles fazem algum tipo de observação durante a sessão ou comprometem a sua atividade, depende de você se posicionar e marcar território.
    Toda sorte do mundo procê!

  52. oi minha primeira visita e adorei aproveitei e peguei suas dicas para por no meu espaço de artes no facebook se vc quiser conhecer meu espaço esta aqui o endereço parabéns pelo trabalho espero um dia trocarmos informaçoes

  53. Sou professora e no momento estou na sala de leitura e todos os dia conto historia para os alunos da escola que eu trabalho. E maravilhoso. Estas dicas me ajudarão muito. gostaria de me aperfeiçoar mais na arte de contar historia, pois me apaixonei pelo arte.

  54. Olá, tudo bem?
    Moro em Curitiba e gostaria de saber se vc tem um curso bem bom de contação de histórias para me indicar. Sou formada em Letras e gostaria de me profissionalizar nessa arte.
    Grata,

  55. sou professora adjunto e estou começando a fazer contação de historias. gostaria de fazer um curso de contação de histórias, com voçê. agora no mês de julho, quais cidades você estará dando curso? para ver se tem alguma perto da minha cidade. moro em socorro s.p.. obrigada, marina.

  56. Prezada Marina,
    Ministro sempre minhas Oficinas no Rio. No entanto, só tenho previsão delas acontecerem a partir do segundo semestre.
    Grande abraço,

  57. Olá professor!
    Gostei muito do seu blog! E gostaria também de uma orientação, pois penso em fazer um curso de Contadores de Estórias, mas o campo é extenso? Aonde eu poderia trabalhar? Obrigada!

  58. Walkiria,
    Quando descobri a arte de contar histórias, posso até dizer que fui escolhido por ela, pois foi em uma situação tão inusitada, tão desprovida de expectativa… E,no entanto, ela se tornou o meu ofício, a minha linguagem, me levou pelo Brasil contando histórias e ministrando oficinas.
    Tudo é transformado por conta do quanto de amor você investe nele. Garantir uma atividade rendosa ou uma profissão com estabilidade é muito difícil. O trabalho do contador de histórias se destina a escolas, bibliotecas, empresas, projetos educacionais, ambientais, sociais… E por aí vai. Mas tudo surgirá do empenho e talento que você tiver para abrilhantar o fazer.
    Abraços calorosos,
    Laerte Vargas

  59. Ola,
    Sou professora e sempre amei contar histórias. Fazia na escola, igreja, em abrigos e é claro, para meus filhos. Mas agora surgiu uma oportunidade de ser remuerada por isso e eu não tenho idéia de quanto coorar. Será que você pode me ajudar?
    Adorei as dicas.
    Obrigada

  60. adorei. Condiz com tudo o que meu professor do curso de contadores de histórias diz. só tinha dúvidas em como me vestir na hora da história.As vezes acho que deve ser uma roupa bem especial e acabo de esclarecer.Obrigada. nilma – Ibiraçu – ES

  61. Um dos pontos em que sou reticente a responder é o que se refere a valores.
    Seu parâmetro deve ser relativo e pessoal.
    Só acho que seu pró-labore não deve ir baixando para fazer frente ao de outro contador.
    Existe uma questão ética que é maior que tudo.
    Abraços calorosos,

  62. Olá professor Laerte, encontrei hoje neste site incrível dicas de como ser um bom contador de histórias, peço por favor, que me oriente para fazer uma apresentação na feira de conhecimento da minha turma do infantil I, exatamente daqui à 1 mês sobre contos de fadas. Aguardo resposta.
    rose-linz@hotmail.com

  63. Prezada Roziane,
    Obrigado pelas palavras carinhosas,
    A arte de contar histórias não é algo que se possa “tirar de letra” com duas ou três dicas, felizmente.
    Um bom contador ou é nato, como os narradores de causos populares que já trazem em sua alma o eco dos seus antepassados que semearam muitos e muitos contos no seu coração ou vai deixando aos poucos as histórias entrarem e fazerem ninho na sua alma.
    Deixe seu âmago falar, procure alguma história já internalizada que tenha sido contada por sua avó, mãe ou uma professora muito especial.
    E, claro, a relação olho no olho com seus ouvintes, ela é e será sempre seu porto seguro.

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