Laerte Vargas – Blog do Gandavo

Blog com entrevistas, bate-papos e depoimentos mediados pelo Contador de Histórias Laerte Vargas (Brasil).

Gazeta do Gandavo (08/09/2019) Ana Maria Machado — 8 de setembro de 2019

Gazeta do Gandavo (08/09/2019) Ana Maria Machado

AOS 50 ANOS DE CARREIRA, ANA MARIA MACHADO NÃO QUER COMPETIR COM A TECNOLOGIA

Homenageada pela Bienal do Livro do Rio de Janeiro, juntamente com Ruth Rocha, a escritora lança livro novo e reedição
A escritora Ana Maria Machado Foto: unknown / Divulgação
A escritora Ana Maria Machado Foto: unknown / Divulgação

 

Lá se vão 50 anos desde que uma jornalista e professora de teoria literária chamada Ana Maria Machado começou a publicar histórias para crianças na revista Recreio. De lá para cá, foram mais de uma centena de livros (para grandes e pequenos) publicados, uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, três Jabutis e um Hans Christian Andersen, o mais prestigioso prêmio da literatura infantil, uma espécie de Nobel entregue a quem escreve para crianças.

Naquele ano de 1969, Ana dividia as páginas da Recreio com uma orientadora pedagógica chamada Ruth Rocha, que também resolveu arriscar na escrita de histórias para crianças. Neste ano, as duas estão sendo homenageadas pela Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que termina neste domingo 8. Na segunda-feira 9, a FTD Educação promoverá um bate-papo entre Ana e o jornalista Pedro Bial sobre seu meio século dedicado à literatura (não só) infantil. Vai ser na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, às 19 horas.

Ana está lançando um livro novo: O gato de botas, no qual ela reconta a história do felino espertalhão com bom humor e um vocabulário bem brasileiro. Também está saindo do forno uma nova edição de Robin Hood, uma adaptação da narrativa do justiceiro inglês feita com seu filho, Rodrigo Machado. Ana ainda está à caça de outras histórias inglesas para recontar num livro a ser publicado também pela FTD.

No meio de todas essas homenagens, Ana conseguiu um tempinho para responder algumas perguntas por e-mail:

Com Ruth Rocha, a senhora está sendo homenageada pela Bienal do Livro do Rio. Ambas estão completando 50 anos de carreira. Como é receber essa homenagem?

É uma alegria. Tanto por constatar que, dentro de minhas modestas capacidades e limitações, pude contribuir para um Brasil melhor ao longo de meio século de trabalho incessante quanto por receber o carinho de leitores de várias gerações. Reconhecimento que é sempre bem-vindo e dá alento para continuar.

A senhora começou a escrever para crianças em 1969, na revista Recreio. De lá para cá, que mudanças observou na literatura infantil?

Do ponto de vista de quem escreve, mudou muito pouco. É claro que mudaram as circunstâncias das histórias e dos elementos que as compõem — cenário, roupa, tecnologia à disposição, comportamento, costumes —, mas não mudou meu cuidado com a linguagem, com a construção dos personagens, com a estruturação da narrativa, esse tipo de coisa. Não mudou o espírito humano que tece o livro. Continuamos às voltas com as mesmas questões: medo, sonhos, ciúmes, angústia, compaixão com quem sofre, solidariedade, vontade de ser livre e não ter de obedecer ao que não faz sentido, desejo de questionar, revolta contra a injustiça, impulso de ajudar a quem precisa…

Hoje as crianças já nascem sabendo mexer em celular e computador. Como desviar sua atenção da tela para a páginas?

Não precisa desviar a atenção de nada. As diferentes atrações se complementam, não se eliminam. Toda criança gosta de história boa. É só começar a contar e o interesse está despertado. Mas não é, nem nunca foi, a única coisa interessante ou atraente no percurso humano. Antes o livro concorria com quintal, subir em árvore, tomar banho de rio, jogar bola, brincar com os amigos… Hoje, com a tecnologia. Mas tudo cabe na vida. Cada coisa tem sua hora. Inclusive o livro.

Seus livros costumam tratar sobre relacionamentos e mudanças familiares. Por quê? E qual a importância de se tratar desses temas hoje quando as configurações familiares são cada vez mais diversas?

Como tenho mais de 100 livros, acho que escrevi sobre os mais variados assuntos. Alguns são sobre relacionamentos. Outros são sobre a busca da liberdade ou de justiça. Outros são narrativas históricas. Meu mais recente é um romance, Um mapa todo seu, que se passa na época da luta pela abolição e, em paralelo, examina a busca de autonomia feminina. O anterior, Infâmia, tratava destes nossos dias de denuncismo e fake news. Outro, O mar nunca transborda, acompanha cinco séculos da história do Brasil num vilarejo do litoral em seu cotidiano modesto. Tropical sol da liberdade se debruça sobre a resistência à ditadura, o exílio — o mesmo assunto de infantis como de Olho nas penas ou Era uma vez um tirano.

Meu mais recente infantojuvenil, Enquanto o dia não chega, se passa no século XVII e gira em torno do cotidiano de adolescentes no Brasil colonial, fuga para quilombo, indígenas frequentando um colégio de jesuítas. Mas há também uma parte importante de minha obra que destaca situações de novas famílias, afetos, relacionamentos, relação familiar, medo de perder o lugar que se ocupa. São histórias que mesclam a imaginação da criança e a realidade, mostrando o lugar que esses acontecimentos e sentimentos ocupam. Todos bem cuidados e com linguagens específicas, como Gente bem diferente, que fala sobre avós, pais e filhos e que alterna prosa e poesia de acordo com a história que estou contando.

A senhora tem acompanhado a literatura infantil produzida por escritores brasileiros contemporâneos?

Ultimamente não tenho acompanhado muito de perto. Filhos e netos estão crescidos, não tenho mais uma livraria infantil, então não sei muito quais são as novidades. Vejo nos jornais que os best-sellers são de youtubers, mas não os conheço.

Como a senhora descobriu o prazer da leitura? Qual era seu livro favorito quando criança?

Todos em minha família me contavam histórias, e meus pais liam para mim quando eu ainda não tinha aprendido a ler. O prazer da audição veio antes do prazer da leitura. Eu era louca para poder ler sozinha. Meus favoritos eram as obras de Monteiro Lobato.

A senhora foi presa e exilada durante a ditadura militar. Pensa em política quando escreve para crianças?

Penso na vida. Em tudo que está ao meu redor. E a vida inclui política, economia, natureza, beleza, amizades, medos, sonhos, muita coisa. Nunca penso em coisas abstratas enquanto escrevo, para idade alguma. Penso concretamente na história que estou inventando, na linguagem que uso, nos personagens que crio, nas questões que discuto.

Qual é a pergunta que a senhora mais recebe dos pequenos leitores?

“De onde você tirou a ideia para escrever essa história?” Essa é uma curiosidade universal, que sempre encontrei ao longo destes 50 anos, nos diferentes países em que meus livros são publicados, entre leitores de diversas idades e culturas distintas.

Se fosse indicar um livro infantil para ser lido por adultos, qual seria?

Depende do adulto. De modo geral, tendo mais a indicar bons autores que livros específicos, e cada leitor que faça sua escolha pessoal dentro da obra deles: Lobato, Lygia Bojunga, Ziraldo, Sylvia Orthof, Marina Colassanti, Bartolomeu Campos Queiroz e poetas como Cecília Meireles, Vinícius de Moraes, José Paulo Paes e Roseanna Murray — para ficar apenas com alguns brasileiros.

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Gazeta do Gandavo (01/09/2019) — 1 de setembro de 2019

Gazeta do Gandavo (01/09/2019)

CULTURA

Ana Maria Machado e Ruth Rocha lamentam o ódio aos 50 anos de carreira

30/08/2019 – 20h46min

Bruno Molinero

Imagem: Folha Online

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Ana Maria Machado está atrasada, presa no trânsito carregado de São Paulo. “Mas ela ligou e disse que está chegando”, diz Ruth Rocha, sentada na cadeira de balanço na sala de sua casa, para frente e para trás, para frente e para trás.

Ali, nos Jardins, na zona oeste da cidade, ela disfarça a ansiedade relembrando os tempos de faculdade, quando estudou na Escola de Sociologia e Política, há quase 70 anos. “Tínhamos aula com o Sérgio Buarque de Holanda.”

Ela conta que, na companhia do autor de “Raízes do Brasil”, viajou com os colegas a Ouro Preto, no interior de Minas Gerais. O sociólogo acompanhou o grupo e ziguezagueava pelas igrejas e ladeiras norteado pelo “Guia de Ouro Preto”, lançado por Manuel Bandeira em 1938. “O Sérgio era divertidíssimo, adorava cantar, rir”, lembra.

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Como se a risada do professor ganhasse vida, ela abre um sorriso ao ver Ana Maria Machado abrir a porta do apartamento sem bater, e as duas dão um abraço demorado. Quem vê a cena pode achar que elas não se veem há anos. “Que nada, acho que a última vez foi em junho”, segreda a amiga.

Ruth Rocha e Ana Maria Machado são mais do que dois dos principais nomes da literatura para crianças e jovens no Brasil –a primeira, autora de clássicos como “Marcelo Marmelo Martelo”; a segunda, de histórias como “Bisa Bia, Bisa Bel” e vencedora do prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura para essa faixa de público.

Antes de serem escritoras, as duas são amigas. E, antes de amigas, são parentes. Ana se casou com o irmão de Ruth, o que fez com que elas se conhecessem em 1965.

“Foi quando fiquei noiva. Era a prova da ferradura, a hora de conhecer a família toda”, conta Ana. Isso anos antes antes de se tornarem escritoras –o que ocorreria só em em 1969, o ano em que passaram a publicar suas histórias na revista Recreio.

Exatos 50 anos e centenas de livros depois, Ruth Rocha, 88, e Ana Maria Machado, 77, são agora as autoras homenageadas da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que vai até o dia 8 de setembro.

Nessas cinco décadas, as autoras não formaram só gerações de leitores, mas escreveram a caneta, na máquina de escrever ou no computador durante todas as mudanças recentes do Brasil, da ditadura à eleição de Jair Bolsonaro.

“A ditadura foi complicada, mas ninguém se importava com histórias para crianças. Tanto que escrevi ‘O Reizinho Mandão’. Uma vez, um menino me perguntou se aquele reizinho não era o presidente. Eu tentei desconversar, dizer que podia ser um pai mais cheio de ordens. Mas ele não aceitou, não. E perguntou se eu não tinha medo da polícia. Tinha. E muito”, diz Ruth.

Enquanto ela criava seus reizinhos embaixo do nariz dos militares, Ana foi presa pelo regime e se exilou a partir de 1970 –primeiro na França, depois no Reino Unido. “Mandava histórias de lá para cá. Todo mês saía pelo menos uma e me ajudava a pagar o aluguel.”

A prisão e o exílio, porém, tiveram mais a ver com suas convicções políticas do que com os contos infantis. “Cheguei a lançar ‘Era Uma Vez um Tirano’, que hoje é distribuído em campos de refugiados sírios. Minha conclusão é que os generais não liam nada para os netos”, brinca Ana.

E, num salto para o Brasil atual, a escritora acrescenta que “as pessoas continuam não lendo, mas vivemos hoje numa época pior que a ditadura”.

Na visão das duas, a explicação para isso é que hoje já não basta odiar algo. É preciso também atacar nas redes sociais com o maior ódio possível. “Na época dos militares, não existia essa figura que está cheio por aí, o freelancer da repressão”, completa Ana.

“Eu não entendo esse ódio que existe agora no Brasil”, emenda Ruth. “Nós elegemos o Bolsonaro a partir do ódio”, diz. E, então, a conversa toma o caminho da política. “Sei que é um plural majestático, mas ‘nós’ não o elegemos, né?”, Ana interrompe.

Sobre o atrito recente entre Jair Bolsonaro e o presidente francês, Emmanuel Macron, Ruth diz se envergonhar. “No mínimo, Bolsonaro deveria pedir desculpas pelo que disse sobre a mulher do Macron e porque o filho dele chamou o presidente francês de idiota.”

“É uma vergonha”, completa Ana. “Se um senador que seja votar a favor desse Eduardo Bolsonaro para ele se tornar embaixador nos Estados Unidos, será um vexame nacional”, diz Ruth. A respeito das queimadas da Amazônia, Ana é curta. “Alegria de palhaço é ver o circo pegar fogo.”

Embora concordem em tudo ou quase tudo, sejam tias corujas de seus sobrinhos e tenham carreiras muito próximas, as duas tomam caminhos diferentes quando o assunto é literatura. Ruth conta ser mais intuitiva e influenciada pelos 15 anos em que foi orientadora pedagógica.

Ana segue outro rumo. “Nunca estudei pedagogia ou psicologia. São duas formações diferentes. O que me fez escrever para crianças foi a tentativa de criar uma obra de qualidade literária, com camadas de significados e intertextualidade, a partir de uma linguagem que geralmente não é considerada literária.”

E logo se lembra de uma visita a um colégio de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. Na ocasião, ela conversava com alunos de sete anos, enquanto um menino mais velho ouvia de pé, na porta.

No fim, esse garoto levantou a mão e disse que havia lido anos antes um dos livros de Ana, “História Meio ao Contrário”. Só que, ao reler a obra depois, ele descobriu coisas novas na narrativa. “E falou: ‘eu me amarro em livros assim, cheios de submundos, porque a gente cresce e ele cresce junto’. Essa explicação é a própria definição de literatura.”

Um dos submundos que Ruth está prestes a lançar é um inédito pela editora Moderna –um almanaque com 12 personagens da turma do Marcelo. Ainda não há data.

Já Ana publica em setembro a antologia de poemas “Brinco de Listas”, pela Global. E tem um livro de contos adultos em preparação. “Sabe que nunca mostramos nossos originais uma para a outra?”, diz ela.

Ao que a amiga emenda. “É verdade. Mas me diz uma coisa: você fica para jantar?”

3 livros imperdíveis de Ana Maria Machado, segundo Ruth Rocha “Bisa Bia, Bisa Bel” “A Jararaca, a Perereca, a Tiririca” “História Meio ao Contrário” 3 livros imperdíveis de Ruth Rocha, segundo Ana Maria Machado “Nicolau Tinha uma Ideia” “O Menino que Aprendeu a Ver” “Davi Ataca Outra Vez”.

 

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Gazeta do Gandavo (31/08/2019) : “Até maio de 2020, todas as escolas do país, públicas e privadas, deverão ter bibliotecas com bibliotecário responsável…” — 31 de agosto de 2019
Gazeta do Gandavo 27/08/2019 (II) — 28 de agosto de 2019

Gazeta do Gandavo 27/08/2019 (II)

8 melhores livros da literatura infantojuvenil

Conheça algumas das principais obras que conquistam crianças e adolescentes

 

infantojuvenil

É na infância e na adolescência que começa a nossa paixão pelo mundo da literatura. Por meio dos livros, percorremos diferentes lugares, culturas e universos fantásticos. Nas narrativas, conhecemos histórias de conflitos, paixões, amizades, aventuras e fantasia.

Que tal conhecer os oito melhores livros da literatura infantojuvenil? Nossa lista inclui desde os clássicos, como O mágico de Oz, de L. Frank Baum, até os contemporâneos, como Extraordinário, de R. J. Palácio. Veja a nossa seleção completa e boa leitura!


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O mágico de Oz

L. Frank Baum

Esta é uma das histórias mais conhecidas do mundo. A vida do homem de lata, de Dorothy e seus amigos pela longa estrada de tijolos amarelos é uma obra prima da literatura e adaptada para o cinema. Considerado por seu autor um “conto de fadas modernizado”, o livro tornou-se um clássico. Dorothy é órfã e mora com seus tios em uma casa modesta da zona rural dos Estados Unidos. Um dia, é carregada por um ciclone que a leva a um reino encantado: a Terra de Oz. Durante sua aventura, a garota encontra três grandes amigos – o espantalho, o homem de lata e o leão covarde.

 

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Harry Potter e a pedra filosofal

J. K. Rowling

A saga Harry Potter marcou diferentes gerações. Até os dez anos, o magricela e desengonçado era maltratado pelos tios Dursley, que o criavam. No dia do seu aniversário de 11 anos, porém, descobriu que não era um garoto qualquer, e sim um bruxo, símbolo de poder e sabedoria. Precisava, portanto, iniciar com urgência a trajetória no cotidiano da magia e do sobrenatural.

 

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Extraordinário

R. J. Palacio

August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade… até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

 

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O gênio do crime

João Carlos Marinho

Este é o livro que inaugurou a turma do gordo. Seu Tomé é um homem bom, proprietário de uma fábrica de figurinhas de futebol. Existem as fáceis e as difíceis, fabricadas em menor quantidade. Quem enche o álbum ganha prêmios realmente bons. Mas surge uma fábrica clandestina que fabrica as figurinhas difíceis e as vende livremente. O número de álbuns cheios aumenta e seu Tomé não tem mais capacidade de dar todos os prêmios. Há uma revolta, as crianças querem quebrar a fábrica. Edmundo, Pituca e Bolachão, e mais adiante, Berenice, entram em cena para descobrir a fábrica clandestina.

 

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Malala, a menina que queria ir para a escola

Adriana Carranca

Malala Yousafzai quase perdeu a vida por querer ir para a escola. Ela nasceu no vale do Swat, no Paquistão, uma região de extraordinária beleza, cobiçada no passado por conquistadores como Gengis Khan e Alexandre, o Grande, e protegida pelos bravos guerreiros pashtuns. Malala cresceu entre os corredores da escola de seu pai, Ziauddin Yousafzai, e era uma das primeiras alunas da classe. Quando tinha dez anos viu sua cidade ser controlada por um grupo extremista chamado Talibã. Ela fez das palavras sua arma. Em 9 de outubro de 2012, quando voltava de ônibus da escola, sofreu um atentado a tiro. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.

 

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Os meninos da Rua Paulo

Ferenc Molnár

Os meninos da rua Paulo conta a história dos garotos que defendem o “sagrado grund”, um pedaço de terra que serve de palco para as brincadeiras. Os garotos da Sociedade do Betume tinham duas importantes tarefas: manter o betume – símbolo da sociedade – sempre molhado, por meio da mastigação, e defender o grund, quartel general onde jogavam péla. Eis que os camisas-vermelhas, desterrados e, consequentemente, impedidos de jogar péla, declaram guerra à Sociedade e decidem tomar-lhe o grund. Do líder Boka ao soldado raso Nemcsek, a Sociedade do Betume se organiza para a grande batalha de Budapeste do começo do século. O que era brincadeira de criança transformou-se num belo retrato da infância.

 

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Marcelo, marmelo, martelo

Ruth Rocha

Um dos principais livros da literatura infantojuvenil, Marcelo, marmelo, martelo mostra situações reais do cotidiano de um jeito que procura ser simples e de modo colorido. Os personagens dos três contos que compõem este livro são crianças que vivem no espaço urbano. Elas resolvem seus impasses com muita esperteza e vivacidade: Marcelo cria palavras novas, Teresinha e Gabriela descobrem a identidade na diferença e Carlos Alberto compreende a importância da amizade.

 

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A bolsa amarela

Lygia Bojunga

Trata-se de um romance de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela) – a vontade de ser gente grande, a de ter nascido menino e a de se tornar escritora. A partir dessa revelação, essa menina sensível e imaginativa nos conta o seu dia a dia, juntando o mundo real da família ao mundo criado por sua imaginação fértil e povoado de amigos secretos e fantasias.

Conteúdo: Estante Virtual

 

 


29/10: DIA NACIONAL DO LIVRO — 29 de outubro de 2017

29/10: DIA NACIONAL DO LIVRO

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Dia Nacional do Livro é comemorado anualmente em 29 de outubro.

A data celebra uma das invenções mais enriquecedoras do ser humano: o livro!

O livro pode ser uma fonte inesgotável de conhecimento, transportando os leitores para os lugares mais espetaculares da imaginação humana, além de informar e ajudar a diversificar o vocabulário das pessoas.

Os livros surgiram há centenas de anos e, desde então, continuam maravilhando as gerações com contos fantásticos e registrando os principais acontecimentos da história da humanidade.

No Brasil ainda se comemora o Dia Nacional do Livro Infantil, em 18 de abril, uma homenagem ao escritor Monteiro Lobato, que nasceu nesse dia.

Saiba mais:Dia Nacional do Livro Infantil.

Origem do Dia Nacional do Livro

O Dia do Livro surgiu em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional do Livro, em 1810, pela Coroa Portuguesa. Na época, D. João VI trouxe para o Brasil milhares de peças da Real Biblioteca Portuguesa, formando o princípio da Biblioteca Nacional do Brasil (fundada em 29 de outubro de 1810).

Vale lembrar que o Brasil começou a editar seus próprios livros ainda em 1808, quando D. João VI fundou a Imprensa Régia. O primeiro livro a ser editado foi “Marília de Dirceu”, do escritor Tomás Antônio Gonzaga.

Os aficionados por livros ainda celebram anualmente o Dia Internacional do Livro, em 23 de abril, que surgiu na região da Catalunha, na Espanha, em homenagem ao escritor Miguel de Cervantes.

Ver também:Dia Mundial do Livro.

HISTÓRIAS PARA MUDAR O MUNDO — 20 de junho de 2014

HISTÓRIAS PARA MUDAR O MUNDO

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AMANHÃ, DIA 21 DE JUNHO, NARRADORES ESTARÃO DANDO VOZ AOS SEUS REPERTÓRIOS POR TODO O MUNDO.

 É UMA AÇÃO QUE TEM COMO INTENÇÃO PRIMEIRA ABRAÇAR O PLANETA COM HISTÓRIAS.

PARTICIPE.

CONTE EM UMA SALA, UMA INSTITUIÇÃO, PARA UM GRUPO DE AMIGOS, MAS ABRACE ESSE MOVIMENTO.

 

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ASSESSORIA ON LINE PARA CONTADORES DE HISTÓRIAS — 6 de maio de 2014

ASSESSORIA ON LINE PARA CONTADORES DE HISTÓRIAS

ASSESSORIA À DISTÂNCIA PARA CONTADORES HISTORIAS

DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL — 8 de abril de 2014

DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL

Por que o Dia Internacional do Livro Infantil é em 2 de abril?

Saiba as origens da literatura infantil e veja como chegamos a Chapeuzinho amarelo e lobo do bem

Dia 2 de abril é o Dia Internacional do Livro Infantil. Cumprindo a missão de introduzir as crianças aos encantamentos das letras, essas obras servem também para transmitir juízos de moral e valores da sociedade em que se inserem. Por isso, tantas adaptações de diversos clássicos já foram feitas. Na primeira, por exemplo, Chapeuzinho Vermelho acabava na barriga do lobo, devorada, assim como sua vovozinha.

Dia 2 de abril foi escolhido como o Dia Internacional do Livro Infantil em homenagem ao nascimento de Hans Christian Andersen
Dia 2 de abril foi escolhido como o Dia Internacional do Livro Infantil em homenagem ao nascimento de Hans Christian Andersen

Foto: Getty Images

O dia 2 de abril foi escolhido em homenagem ao nascimento de Hans Christian Andersen, em 1805. O escritor dinamarquês é considerado o primeiro autor a romancear as fábulas voltadas especialmente para crianças. Assim como as histórias antigas, Andersen também se preocupava com a transmissão de moral e valores, ressaltando a disputa entre poderosos e figuras mais fracas. Calcula-se que o dinamarquês tenha escrito mais de 150 histórias, entre elas O Patinho Feio , A Pequena Sereia , A Roupa Nova do Rei e A Polegarzinha .

No Brasil, grandes nomes como Monteiro Lobato, Ana Maria Machado, Lygia Bojunga, Ruth Rocha, Ziraldo e Bartolomeu Campos de Queirós são responsáveis, ao lado de tantos outros, pelo gosto de muitas crianças pelo mundo dos livros. Por aqui, contudo, celebramos em 18 de abril o Dia Nacional do Livro Infantil . A data lembra o nascimento de Monteiro Lobato, o pai do gênero no País. Além de suas obras, o autor também traduziu e adaptou clássicos mundiais como Alice no País das Maravilhas e Robin Hood .

As escolas também têm um papel importante nessa jornada. É lá que os pequenos têm o primeiro contato com muitos livros e histórias, ampliando as percepções e impressões de mundo. Contudo, Edna Bueno, especializada em Literatura Infantil e Juvenil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), enxerga falhas na atuação dos colégios. “Considero que um bom trabalho com a literatura é oferecer um cardápio variado de livros para que a criança faça sua escolha. É preciso experimentar e sentir-se livre. Não acho uma boa ideia usar a leitura de livros para nota”, critica.

Charles Perrault é considerado o Pai da Literatura Infantil
Charles Perrault é considerado o Pai da Literatura Infantil

Foto: Getty Images

Era uma vez…
Era uma vez um francês que nasceu em Paris em 1628. De todos os muitos franceses nascidos em Paris em 1628, esse tinha algo especial: poeta e escritor, veio a ser reconhecido como o Pai da Literatura Infantil. Charles Perrault também foi advogado e exerceu algumas atividades como superintendente do Rei Luís XIV, mas isso é menos interessante. O que realmente importa em sua vida são suas obras literárias.

Tudo começou quando, já idoso, resolveu registrar as histórias que ouvia de sua mãe e também nos salões parisienses. Absorvendo e transcrevendo esses relatos, criou o gênero do conto de fadas. Essa compilação de histórias folclóricas foi publicada em 1697 com o título deHistórias ou contos do tempo passado com moralidades , mas ficou célebre com seu subtítulo Contos da mamãe gansa . Na obra estão as famosas histórias Chapeuzinho Vermelho , A Bela Adormecida , O Pequeno Polegar , Cinderela , Barba Azul e O Gato de Botas , entre outras.

Primeiras fábulas de Jean de La Fontaine foram publicadas em 1668
Primeiras fábulas de Jean de La Fontaine foram publicadas em 1668

Foto: Getty Images

Antes dos contos de fadas
Ainda antes das histórias de fadas já existiam os contos. O pai desse gênero é outro francês, mas este nascido fora de Paris e sete anos antes, em 1621. Assim como Perrault, Jean de La Fontaine também atuou em funções burocráticas (inspetor de águas, por exemplo, cargo herdado do pai), mas foi no mundo das letras que se realizou.

Suas primeiras fábulas foram publicadas em 1668, em um volume intitulado Fábulas Escolhidas , uma coletânea de 124 histórias. Com o tempo, novas edições foram lançadas e novos contos, acrescentados. Os mais famosos são A Lebre e a Tartaruga , O Homem, O Menino e a Mula ,O Leão e o Rato e O Carvalho e o Caniço , todas envolvendo personagens animais e trazendo um fundo moral. Algumas das obras são creditadas ao grego antigo Esopo.

Irmãos Grimm dedicaram a vida ao registro das memórias e lendas populares da Alemanha
Irmãos Grimm dedicaram a vida ao registro das memórias e lendas populares da Alemanha

Foto: Getty Images

E os Irmãos Grimm?
Na história da literatura, os irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm são tão importantes quanto os franceses. Eles dedicaram a vida ao registro das memórias e lendas populares da Alemanha, que até então eram transmitidas somente por via oral. Porém, quando contadas, essas histórias nem sempre eram voltadas para o público infantil. Coube aos Grimm alterar (ou descartar) aquelas que não passavam uma mensagem positiva ao final. Clássicos como Chapeuzinho Vermelho , Cinderela ,Rapunzel , Bela Adormecida e João e Maria foram adaptados por eles.

O que poucos sabem é que, além da compilação dessas histórias infantis, eles também fizeram significativas contribuições à gramática alemã: elaboraram, conjuntamente, o Grande Dicionário da Língua Alemã , primeiramente publicado em 1854.

Em 2005, eles foram parar no cinema com o filme Os Irmãos Grimm , que misturou um pouco da história dos irmãos com o mundo fantástico das histórias exploradas por eles.

Mas que boca grande, vovozinha!
Amplamente difundida, provavelmente toda criança ocidental já ouviu a história de Chapeuzinho Vermelho : uma menina vestida com capa vermelha atravessa a floresta para levar uma cesta de doces para sua avó, que está doente. Na floresta, ao chegar a uma bifurcação, ela tem de escolher entre um caminho longo e seguro ou um curto e perigoso. Chapeuzinho escolhe o segundo e, assim, encontra um lobo, que a aconselha a voltar e tomar o outro caminho. A menina segue o conselho e, enquanto isso, o lobo corre até a casa da avó, a devora, veste suas roupas e aguarda a chegada de Chapeuzinho. Quando a menina chega, eles trocam o célebre diálogo onde ela estranha a aparência da avó. Quando Chapeuzinho pergunta sobre a boca da vovozinha, o animal mostra quem realmente é e a devora também. Fim.

Sim, acabou. A história original, de Charles Perrault, acaba com a vovozinha e Chapeuzinho Vermelho devoradas pelo Lobo Mau. Foram os Irmãos Grimm que introduziram o caçador no conto, que mata o animal e abre sua barriga para retirar as duas com vida lá de dentro. Uma versão ainda mais leve conta que o lobo prende a avó em um armário enquanto espera a Chapeuzinho.

Chapeuzinho amarelo?
Além de serem devoradas pelo Lobo Mau ou salvas no último minuto pelo caçador, Chapeuzinho Vermelho e sua vovozinha também ganharam diversas outras versões: Andrew Lang, escritor escocês, substituiu o vermelho por dourado e disse que a menina, na verdade, foi salva pelo capuz de ouro que usava, que queimou a boca do lobo. Os brasileiros Guimarães Rosa, Dalton Trevisan e Maurício de Sousa também criaram versões do clássico. Chico Buarque escreveu Chapeuzinho Amarelo , releitura sem avó ou caçador, mas com uma Chapeuzinho que tem medo do medo. Ao fim, o medo vira companheiro e o lobo, bolo. Até lobo do bem já foi inventado. Deonísio da Silva recontou a história invertendo papeis: um lobo que não é mau e um caçador que não é herói. A versão moderna propõe a discussão de relações familiares e respeito às pessoas e aos animais.

Era uma vez, no Brasil…
O nascimento da literatura infantil brasileira se deu em um duelo de xadrez entre Monteiro Lobato e Toledo Malta. Durante a partida, Malta contou uma fábula na qual um peixe sai do mar, desaprende a nadar e, ao retornar às águas, morre afogado. Lobato perdeu a partida, mas o Brasil ganhou muitas boas histórias: a partir do relato do amigo, escreveuA História do Peixinho que Morreu Afogado , conto que originou A Menina do Narizinho Arrebitado , lançado em 1920. A obra deu início ao gênero no País e é também o princípio das histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo . Edna Bueno, especialista em literatura infantil, define: “Monteiro Lobato inaugurou uma literatura infantil preocupada com uma linguagem própria para as crianças, antenada com seu universo; não um olhar de cima para baixo, mas um olho no olho”.

O Brasil tem diversos outros autores célebres na área, destacando-se Ana Maria Machado, Lygia Bojunga, Ruth Rocha, Ziraldo, Bartolomeu Campos de Queirós, Tatiana Belink, Cecília Meireles, Pedro Bandeira e Mary França, entre incontáveis outros nomes relevantes.

As brasileiras premiadas
A literatura infantil tem uma espécie de “Prêmio Nobel”: é o troféu Hans Christian Andersen, concedido a cada dois anos para os destaques do gênero pela International Board on Books for Young People, órgão filiado à Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. A primeira edição do prêmio foi em 1956, e Eleanor Farjeon, escritora britânica, foi a agraciada.

Somente em 1982 o troféu saiu do eixo Europa-Estados Unidos, premiando a brasileira Lygia Bojunga. Ela é considerada uma espécie de sucessora de Monteiro Lobato. Em 2000, Ana Maria Machado repetiu o feito e trouxe o troféu mais uma vez para o Brasil. Na próxima premiação, em 2014, concorrerão os brasileiros Joel Rufino dos Santos (escritor) e Roger Mello (ilustrador).

http://noticias.terra.com.br/educacao/infograficos/dia-internacional-livro-infantil/iframe.htm

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— 25 de fevereiro de 2014

DIA INTERNACIONAL DO CONTADOR DE HISTÓRIAS

O Dia Internacional do Contador de Histórias é comemorado em 20 de março, principalmente na Europa. É uma data de celebração mundial e coincide com o início da primavera no hemisfério norte, e do outono no hemisfério sul.

As raízes do evento iniciaram em 1991, na Suécia, e chamava-se “Dia de Todos os Contadores de Histórias”. O evento prosseguiu em 1992, mas após isso foi perdendo força. Em 1997, contadores de histórias em Perth, Austrália Ocidental coordenaram uma celebração durante uma semana, comemorando 20 de março como o Dia Internacional de Narradores Orais. Ao mesmo tempo, no México e outros países da América do Sul, 20 de março foi celebrado como o Dia Nacional de Narradores.

A de 2001, a rede escandinava de contadores de histórias deu um novo impulso ao 20 de março, e a partir do ano seguinte, o evento espalhou-se da Suécia para a Noruega, Dinamarca, Finlândia e Estónia. Em 2003, a idéia chegou ao Canadá e outros países. Assim, o evento tornou-se conhecido internacionalmente como o Dia Mundial do Contador de Histórias. A França iniciou em 2004 e no ano seguinte já eram 25 países em 5 continentes. Em 2007 aconteceu um festival em Newfoundland, Canadá. Em 2008 a Holanda participou com um grande evento chamado Vertellers no de Aanval’ e três mil crianças ficaram surpresas com a aparição repentina de contadores de histórias em sala de aula. Em 2009, houve eventos na Europa, Ásia, África, América do Norte, América do Sul e Austrália.

FONTE: Uol

Esse blog não é diferente de tudo que já fiz… Ainda bem! — 31 de agosto de 2008

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Laerte Vargas

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